domingo, julho 05, 2009

em estanque!

o que mesmo sempre pedia, a mãe,
afiando a faca?

o som afinado em indas e vindas e
o paradeiro nos meus olhossurpresa
o sol a pino a queimar-me no canto de fora,
no jardim das minhas pernas.

a mãe tocando seu violino e
a galinha em asassufoco
a faca aguçada,
na orquestra de talheres à mesa.

em estaca!

o que mesmo sempre pedia, eu,
brotando em lágrimas?

6 comentários:

Anônimo disse...

ao longe, ecoa sylvia plath de "ariel". tava com saudades desse aperto.

=*

ֹmarcos coletta disse...

palavras pinçadas com cuidado. é muito bom vê-las caindo uma a uma nos olhos.

Lucas dos Anjos disse...

Gostei desse corte afiado que tens com as palavras.

Abraço

Marcos Fábio de Faria disse...

Que coisa mais bonita. E e melhor ainda quando vem por acidente.

little brown disse...

interessante...!

Anônimo disse...

ui!ouvi a faca... ouvi o violino... ai! ouvi a galinha!
bjos (carloman)