domingo, setembro 30, 2007

Não tem jeito: a gente sempre dorme
volto à escrita
e eu que pensava dormir em sossego.
a ardência dos nomes
o resto da sobrevida de amor
minhas louças íntimas
empilhadas de dor
a soltura dessas dobradiças
oh! que frouxidão interna.
que sono dá não parar de pensar
qualquer coisa me chame,
estarei deitada sobre minha pele.
oh

3 comentários:

A Antimusa disse...

Adoro isso!! A parte da louça então.......Nó! Maravilhoso.
Nunca vi virginiano intenso, vc é o primeiro.

A Antimusa disse...

Aliás, estive pensando....Sabe aquela expressão "uma dama na sala e da p... no quarto"? Alguns de seus textos me remetem à esse universo.Especificamente estes que vc escreve no feminino. Parece que você vê por baixo do véu.

Thell disse...

ardência de fogo botado em éter é foda
nome queima, mas a fumaça nao some

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e todo aquele ódio de "ohs" e "ähs"
mas você deve saber que não se convive com ódios impunimente