sexta-feira, outubro 19, 2007

Os objetos não se limpam sozinhos
e numa velocidade lentíssima
sobrepõe-se o pó.
Como faço a cada respiro,
em cada explosão me torno
na sujeira mais ínfima
e é uma faxina estética!,
suas mãos detalhadas
neste escombro amontoado
em que me tornei.

De que tecidos são feitos meus mamilos?
Se esta pele se estendesse por
todo o corpo. Ah!

3 comentários:

Walmir disse...

esta é a reflexão, rapaz. Não somos diferentes do pó. Sabe a frase bíblica: "tu és pó e ao pó retornarás"?, pois então? "Tu és pó..." Apenas que o pó ganhou uma breve racionalidade no trâmite das eras, mas continua sendo pó que ao pó retornará.
Paz e bem

fernando disse...

Assis,

gostei muito do seu blog, dos textos e poemas, das idéias...

"Descobrindo o cada
revelo-me. carrego."

Queria que você olhasse o meu blog, desenho de palavras. Gosto de ter contato com gente que escreve. Comecei agora, espero que veja...

http://desenhodepalavras.blogspot.com/

A Antimusa disse...

Essa elancolia suave, como manhã de domingo.